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BRASIL – Lula vence Flávio Bolsonaro e conquista quarto mandato na Presidência

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo, 25 de outubro, após vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A vitória foi confirmada pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h08, quando aproximadamente 97% das urnas estavam apuradas. Naquele momento, o petista somava 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% do adversário.
A diferença entre os candidatos era de 3,48 pontos percentuais na confirmação do resultado. Os números ainda estavam sujeitos a alterações com a contabilização das seções restantes, mas os votos pendentes já não permitiam que Flávio ultrapassasse Lula. Assim, o presidente assegurou sua permanência no Palácio do Planalto para o mandato de 2027 a 2030.
O resultado marcou uma inversão em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente, com aproximadamente 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. Na segunda votação, o petista conseguiu superar a desvantagem e reunir a maioria dos votos válidos.
A recuperação ocorreu após a campanha intensificar a mobilização nas ruas e nas redes sociais, anunciar programas e ações, como o perdão de dívida para setores e correção dos valores do Bolso Família. Entre os dois turnos, a equipe de Lula reorganizou suas atividades e reforçou a busca por eleitores que não haviam escolhido o presidente na primeira etapa. A disputa chegou ao domingo em um cenário de forte polarização entre os dois candidatos.
Com a vitória, Lula tornou-se o primeiro presidente brasileiro eleito quatro vezes pelo voto popular. Sua primeira eleição ocorreu em 2002, seguida da reeleição em 2006. Depois de deixar o governo em 2010, voltou a vencer em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro, pai de seu adversário na eleição deste ano.
Às vésperas de completar 81 anos, em 27 de outubro, o presidente garantiu mais quatro anos à frente do Executivo federal. O novo mandato terá entre os desafios a negociação com uma forte oposição no Congresso Nacional e o equilíbrio das contas públicas diante dos compromissos assumidos durante a campanha, incluindo a ampliação de benefícios e o fortalecimento de programas sociais.