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RESERVA – Ministério Público processa Copel por constantes quedas de energia e pede indenização de quase R$ 200 milhões

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Reserva, nos Campos Gerais, ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia Paranaense de Energia (Copel), devido às constantes falhas no fornecimento de energia elétrica no município. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026. Além de exigir melhorias urgentes no serviço, o órgão pede uma indenização de R$ 198,848 milhões por danos morais coletivos e o pagamento mínimo de R$ 8 mil para cada consumidor prejudicado.
Segundo o Ministério Público, um inquérito civil identificou interrupções frequentes, oscilações de tensão e demora no restabelecimento da energia, causando prejuízos à população, ao comércio e aos produtores rurais. Entre os problemas relatados estão perdas de alimentos, leite e vacinas, além de dificuldades no abastecimento de água e nos serviços de telecomunicações.
A situação é considerada ainda mais preocupante na zona rural de Reserva, onde algumas comunidades chegaram a permanecer até sete dias sem energia elétrica. Conforme a investigação, a concessionária estaria descumprindo há anos os indicadores de qualidade relacionados à frequência e à duração das interrupções.
Na ação, o Ministério Público solicita à Justiça que determine medidas emergenciais para garantir o fornecimento regular de energia. Entre os pedidos estão prazos de uma a quatro horas para identificar as causas das interrupções, dependendo da distância da ocorrência, e restabelecimento do serviço em até oito horas nos casos graves.
O MPPR também quer que a Copel informe os consumidores sobre as causas das quedas, as regiões afetadas e a previsão de normalização. A proposta prevê comunicação em até 15 minutos após a identificação do problema, além da divulgação de informações atualizadas a cada 30 minutos em uma página pública na internet.
Outra exigência é a manutenção de equipes disponíveis para atendimento em Reserva, com reforço durante tempestades e eventos climáticos severos. A concessionária também deverá, caso a Justiça acolha o pedido, apresentar em até 60 dias um plano permanente de manutenção preventiva, incluindo inspeções na rede, poda de árvores e substituição ou reparo de equipamentos.
Para garantir o cumprimento das determinações, o Ministério Público solicita multas que podem chegar a R$ 25 mil por hora de atraso na identificação das causas das interrupções e no restabelecimento da energia, além de outras penalidades por descumprimento das obrigações.
A ação também pede indenização mínima de R$ 8 mil por consumidor afetado, além dos R$ 198,848 milhões por danos morais coletivos. Os valores e as medidas ainda dependem de análise e decisão da Justiça, não representando uma condenação já estabelecida.
O caso chama a atenção para as dificuldades enfrentadas por moradores de Reserva, especialmente agricultores e famílias da zona rural, que dependem da energia elétrica para a produção, conservação de alimentos e atividades essenciais.