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Acusado de matar homem a golpes de foice em Rosário do Ivaí enfrenta julgamento em Grandes Rios

Um crime de grande repercussão regional, ocorrido em janeiro deste ano, está sendo levado a julgamento nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, no Fórum da Comarca de Grandes Rios. O réu é Gilberto M. L., de 56 anos, acusado do homicídio de Roberto Cornélio de Almeida, de 39 anos, morto a golpes de foice na zona rural de Rosário do Ivaí. A sessão do Tribunal do Júri teve início às 9 horas e reúne representantes do Judiciário, Ministério Público e defesa.
O julgamento é presidido pelo juiz Dr. Felipe de Souza Pereira, tendo como representante do Ministério Público o promotor Dr. Pedro Henrique Teixeira Castelan. A defesa do acusado está sob responsabilidade dos advogados Maria Claudia de Araújo Coimbra e Otávio Takao Fujimoto.
O homicídio aconteceu na manhã de 16 de janeiro de 2026, na Estrada Urutu 2, em Rosário do Ivaí. Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Faxinal, sob responsabilidade do delegado Ricardo Mendes, a possível motivação estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo um sítio entre o acusado e sua ex-esposa. A vítima estaria realizando serviços de roçagem na propriedade quando foi atacada.
Durante a investigação, Gilberto apresentou sua versão, alegando que passava diariamente pela região para cuidar de animais mantidos em uma propriedade vizinha. Segundo ele, Roberto estaria seguindo seus passos havia alguns dias e, na manhã do crime, teria feito uma ameaça de morte enquanto abria o cadeado de uma porteira, levando a mão em direção a uma foice que estava presa à motocicleta. O acusado afirmou que reagiu utilizando outra foice que já carregava, admitindo ter desferido mais de três golpes contra a vítima.
Entretanto, a Polícia Civil contestou essa versão. Na época, o delegado Ricardo Mendes explicou que os elementos levantados na investigação indicavam que Roberto estava diante da porteira, abrindo o cadeado, enquanto suas foices permaneciam presas à motocicleta. Outro detalhe destacado foi que a vítima utilizava capacete, circunstância que poderia ter dificultado sua percepção da aproximação do agressor. A investigação também apontou uma distância aproximada de 300 metros entre o local onde o acusado alegava estar trabalhando e o ponto onde a arma utilizada foi localizada.
Após o crime, Gilberto deixou o local e permaneceu escondido em uma área de mata, conforme relatou posteriormente à polícia. No dia 22 de janeiro, a Polícia Civil de Faxinal cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Grandes Rios.
O julgamento desta quinta-feira deverá analisar as circunstâncias do homicídio, os argumentos apresentados pela acusação e a versão sustentada pela defesa, cabendo ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade criminal do réu. Até a atualização desta reportagem, o resultado do Tribunal do Júri ainda não havia sido informado. (Rever matéria do crime)